Agência de Notícias TAU

Agência de notícias católicas com foco na divulgação de acontecimentos ligados ao franciscanismo no Brasil e no mundo. Editor: Jornalista Wilson Firmo, OFS

Nome: Agência TAU

23.10.09

Relações anglicano-católicas: nem diálogo, nem ecumenismo

Afirmar que a decisão de Bento XVI de criar uma nova Constituição Apostólica para receber os anglicanos que passarem para o catolicismo romano é um fruto do "diálogo e do ecumenismo" é desvirtuar a verdade.

A opinião é do jornalista Domingo Riorda, publicada no sítio argentino Ecupress - Agência de Notícias Prensa Ecuménica, 21-10-2009. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

A decisão é de uma organização religiosa internacional que, no exercício de sua responsabilidade institucional, toma uma resolução que considera o melhor para a sua organização. Nesse processo institucional não há por que consultar nem pedir permissão a nenhuma outra instituição.

Se a decisão fosse tomada a partir do diálogo com outra instituição, previamente a uma resolução final se discutiriam diversos documentos frutos da conversação e das diversas fórmulas antes de se chegar à resolução final. Neste caso, não foi assim.

O próprio arcebispo da Igreja anglicana, Rowan Williams, comentou que não sabia da nova Constituição Apostólica e que esperaria para ver os detalhes da resolução para saber bem do que se trata, mesmo que tenha tido uma posição positiva para com a decisão vaticana.

Esse ponto deve ficar claro para não aumentar as confusões sobre o significado do diálogo e do ecumenismo entre o protestantismo e o catolicismo romano. Também é necessário o esclarecimento para identificar as motivações desse translado de fiéis de uma parte à outra.

A decisão dos anglicanos que passam para o catolicismo romano não surge por causa de diferenças doutrinais, nem de ordem litúrgica, mas sim por causa de atitudes diante da vida. Trata-se de quem não aceita que as mulheres sejam bispas, que rejeita o aborto, as relações homossexuais, a bênção dos casamentos homossexuais e lésbicos e outras vivências semelhantes.

Essas pessoas, que não se sentem cômodas nem compreendidas em um lugar, têm direito de ir embora para outro espaço onde ficarão mais confortáveis com suas convicções e atitudes, mas deve ficar claro que esse é o núcleo da decisão. Ninguém ignora que, no debate sobre esses pontos, afloram passagens bíblicas e interpretações teológicas, mas o divisor de águas é a atitude de vida. Depois de tomar uma determinada postura buscam-se os fundamentos religiosos que a avalizem.

Não é casual que, para receber essas pessoas, a Igreja Católica Romana apele a uma estrutura organizativa similar à da Opus Dei, e que isso se realize mediante um processo que não difere do que o Vaticano praticou para trazer de volta os bispos tradicionalistas ordenados por Lefebvre, que João Paulo II havia excomungado.

Também não é casual que, na próxima semana, delegados do Vaticano se reunirão com lefebvrianos para avançar na reconciliação total, nem é fortuito que, em Roma, no dia 18, domingo, concluiu-se o congresso "Summorum Pontificum" com uma solene missa em latim, na qual participaram lefebvrianos, e aproveitou-se para promover esse estilo de missa que cada vez tem mais adeptos.

Por isso, essa incorporação de anglicanos no catolicismo romano está longe de ser um fruto do diálogo e do ecumenismo. É um fato que se entronca com as questões de vida que também afetam o distanciamento de outras Igrejas, além da Anglicana e da Católica Romana.

O mesmo tema, o do sexo, é o que produz o distanciamento entre as fileiras evangélicas. Nesse setor, as discussões doutrinais ficaram no baú das coisas velhas, deixando para trás assuntos famosos, como o do batismo de crianças ou de adultos, com pouca ou muita água, aparecendo como primários temas como o divórcio, o aborto, a homossexualidade, o papel da mulher na Igreja que, certamente, vêm acompanhados de diversas visões que se tem sobre a vida humana.

Por isso, é necessário esclarecer termos e atitudes. É preciso reconhecer a habilidade e a oportunidade de Bento XVI ao tomar essa decisão, que se enquadra no atual projeto vaticano, mas deve ficar claro que não é um fruto do diálogo nem do ecumenismo.

6.10.06

Capuchinhos tem história no país

Dom Manoel Delson será o primeiro bispo da ordem dos Capuchinhos a comandar a Diocese de Caicó, desde sua criação em 1939. Os capuchinhos, nos séculos anteriores, tiveram uma longa passagem histórica pelo Brasil.

São épocas de grande significado: Missão dos Capuchinhos franceses de Paris (1612-1615); Missão dos Capuchinhos franceses da Bretanha (1650-1701); Missão Apostólica dos Capuchinhos italianos (1720-1829) e Missão Oficial dos Capuchinhos italianos (1840-1897).

Na missão de substituir os jesuítas , expulsos do país, os capuchinhos assumiram a catequese indígena, como missionários apostólicos com faculdades especiais, fundando e dirigindo aldeamentos, substituindo vigários, percorrendo os lugares mais longínquos como pregadores ambulantes, construindo capelas, hospitais e cemitérios.

Inúmeras cidades e vilas de hoje tiveram sua origem nestes aldeamentos. A partir de 1897 as missões foram entregues a diversas Províncias da Ordem. Daí surgirem no século XX as Missões Regulares.

Seridó aguarda o bispo

Saci/DN
Dom Manoel Delson Pedreira da Cruz ficará hospedado no convento Santo Antônio e domingo segue para o Seridó
Familiares, amigos e frades da Ordem de Capuchinhos de Feira de Sant’Ana e de outras cidades da Bahia, estarão se deslocando a Caicó, com a finalidade de participarem da posse de Dom Manoel Delson Pedreira da Cruz, que ocorrerá domingo (8/10).

Os membros da família do prelado serão hospedados na residência de Monsenhor João Agripino Dantas. Dezenove bispos de diferentes partes do país, ficarão hospedados na Residência Episcopal de Betfagé. Os padres vão ser abrigados no Centro Pastoral Dom Wagner e as religiosas no Educandário Santa Terezinha. Os seminaristas que vierem a Caicó, vão ser recepcionados no Seminário Santo Cura D’Ars e os frades capuchinhos na Unidade Regional de saúde, da Secretaria Estadual de Saúde.

Também o Abrigo de Idosos São Vicente de Paulo disponibilizou parte de sua área para recepcionar religiosos que se deslocarão a Caicó neste final de semana. O administrador diocesano, padre Francisco de Assis Dantas de Lucena, destaca que a vinda do novo bispo, é obra do Espírito Santo, em favor de uma igreja missionária.

‘‘O Espírito Santo sopra onde quer. Ele já preparou este terreno. Hoje o grande projeto da Diocese de Caicó é ser uma Igreja Missionária. Em todas as paróquias desde o ano passado, estão acontecendo as Santas Missões Populares e Dom Delson chega no momento forte das celebrações das Semanas Missionárias. É um missionário que está chegando. Isso é luz, força do Espírito Santo. O Espírito Santo está sempre conduzindo as pessoas’’, disse padre Lucena.

O administrador diocesano, Francisco de Assis resume o perfil do novo bispo. ‘‘Dom Delson é um seguidor de São Francisco de Assis. Ele é capuchinho, franciscano, amável, simples, atencioso, missionário”, disse.


Fonte: Diario de Natal


Capuchinhos tem história no país

Dom Manoel Delson será o primeiro bispo da ordem dos Capuchinhos a comandar a Diocese de Caicó, desde sua criação em 1939. Os capuchinhos, nos séculos anteriores, tiveram uma longa passagem histórica pelo Brasil.

São épocas de grande significado: Missão dos Capuchinhos franceses de Paris (1612-1615); Missão dos Capuchinhos franceses da Bretanha (1650-1701); Missão Apostólica dos Capuchinhos italianos (1720-1829) e Missão Oficial dos Capuchinhos italianos (1840-1897).

Na missão de substituir os jesuítas , expulsos do país, os capuchinhos assumiram a catequese indígena, como missionários apostólicos com faculdades especiais, fundando e dirigindo aldeamentos, substituindo vigários, percorrendo os lugares mais longínquos como pregadores ambulantes, construindo capelas, hospitais e cemitérios.

Inúmeras cidades e vilas de hoje tiveram sua origem nestes aldeamentos. A partir de 1897 as missões foram entregues a diversas Províncias da Ordem. Daí surgirem no século XX as Missões Regulares.

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3.10.06

SÃO FRANCISCO HOJE

Por Dom Paulo Evaristo, Cardeal Arns

Ser franciscano não é apenas conteúdo. É espírito, maneira de ver as coisas, de vivê-las, de assumi-las e de equacionar os grandes conflitos de vida e de morte. Isto Francisco fez em sua época e o faria hoje, aqui e agora. Por isso ele é grande e universal. Fascinará qualquer pessoa em qualquer época, pelo seu jeito de ser: pobre, serviçal, gratuito, fraterno e por conseguinte Menor. Francisco não teve nenhuma pretensão, a não ser dar-se. Quis estar junto do outro. Ser Menor, pequeno, para entender a grandeza do outro, não o atropelando em sua dignidade.

Viveria certamente hoje na América Latina uma busca contínua de comunhão com Deus, através de tudo e de todos os seres criados. Tornaria o Evangelho vivo e encarnado, comprometido com o oprimido e o marginalizado de nosso tempo. Daria sem dúvida sua adesão total às linhas de ação assumidas pela Igreja. Imcumbir-se-ia da tarefa de reconstituição original da Igreja cristã. Cultivaria profundo respeito para com a pessoa humana, construindo a fraternidade no amor, unindo os homens entre si, como irmãos, numa mesma igualdade de bens.Correria ao encontro do "leproso" da América Latina, na pessoa do analfabeto, desempregado, marginalizado, oprimido, posseiro ou menor abandonado. Lutaria pela união das Igrejas, reunindo as forças, particularmente as da juventude, para a renovação da única Esposa de Jesus Cristo.

Buscaria sem cessar a face deste mesmo Cristo.Viveria como um homem simples, fraco, o menor de todos, e sempre atento, superando as próprias limitações. Apareceria certamente como verdadeiro revolucionário, homem de profunda fé, coragem, humildade, amor e compreensão, em relação à conquista de verdadeiros valores. Francisco seria capaz de ser muito, sem ter nada!Enfrentaria os problemas de conflito sempre sob o imperativo da bondade. Seguindo o caminho do pastor, que toma nos ombros a ovelha fraca e a alimenta. Isto, porque nele existe a percepção profunda de que em cada homem há um brilho de Deus, que nenhum pecado pode apagar. Nada é absolutamente perdido, nem o pior dos pecadores.

Nunca se ouviu dizer que Francisco condenasse a sociedade de seu tempo, mas também nunca se soube que ele deixasse de melhorar o que estava errado. Para construir uma sociedade fraterna reformou sua própria vida, soube confiar mais em Deus que em si e nos outros. "Meu Deus e meu Tudo!" - foi de inspiraçãoi bíblica e exprimiu o mais profundo de todos os seus anseios.

Dele podemos ouvir: "O mundo está em suas mãos. Ou você se salvará com ele ou ele se perderá com você". Portanto, reler nossa realidade com os olhos de Francisco é perceber que a ação transformadora de Deus passa pelo coração dos homens. Sua mensagem continua vigorosa e irresistível!

2.10.06

Franciscanos caminham pela Paz no Dia de São Francisco de Assis

Por Moacir Beggo


No dia de São Francisco de Assis, 4 de outubro, os frades franciscanos do Largo São Francisco promovem a 3ª Caminhada pela Paz, na região central de São Paulo, onde está a maioria dos projetos sociais do Serviço Franciscano de Solidariedade, Sefras.

O evento, que também faz parte da Festa de São Francisco, começará às 15 horas na rua Junqueira Freire, 176, na Baixada do Glicério, e terminará no largo São Francisco. Na rua Junqueira Freire funciona o Serviço Franciscano de Apoio à Reciclagem (Recifran) e, no viaduto Teixeira Leite, o Albergue São Francisco, duas obras sociais dos franciscanos.

“Neste dia, vamos caminhar pedindo paz para a nossa cidade, para o Brasil e para um mundo melhor possível”, explica Frei Mário Luiz Tagliari, coordenador do Departamento das Obras Sociais da Província Franciscana da Imaculada, lembrando que São Francisco, o fundador da Ordem Franciscana, via a paz como a reconciliação das pessoas com Deus, consigo mesmas e com as criaturas.

"Os franciscanos costumam usar a saudação Paz e Bem desde a época de São Francisco, referência na história por uma construção da cultura de paz, do diálogo, da cortesia e do respeito ao outro”, acrescenta Frei Mário, lembrando que só com uma cultura de paz vamos evitar um massacre dos moradores de rua como aconteceu em 2004 e, pelo menos, diminuir a vergonhosa estatística de 55.312 assassinatos em 2005 no Brasil.

Percurso - A Caminhada pela Paz sairá da rua Junqueira Freire, 176, na Baixada do Glicério (em frente ao Projeto de Catadores de Material Reciclável – Recifran) e seguirá pela Rua Barão de Iguape até a esquina da Av. Conselheiro Furtado. Seguirá por esta avenida até a Praça João Mendes, contornando a Praça da Sé por baixo. Haverá uma parada na escadaria da Catedral da Sé, onde será feito um ato de compromisso pela paz.


A Caminhada continuará pela R. Senador Feijó, chegando ao Largo São Francisco, onde haverá uma Celebração Ecumênica pela Paz. No Convento São Francisco, após as missas, será dada a Bênção dos Animais e Plantas.

A 3ª Caminhada faz parte da programação do “Mês Franciscano” de outubro, quando também haverá a Semana da Paz, de 22 a 28 de outubro, um evento que vai discutir o tema “Tolerância e Cultura de Paz”, tendo entre os palestrantes os teólogos Leonardo Boff , Alberto Moreira e Frei Vitório Mazzuco e o professor Mário Sérgio Cortella.

Mais informações no site www.franciscanos.org.bR

13.9.06

Capuchinho do Paraná é o definidor para a América Latina

Termina no próximo dia 17, em Roma, Itália, o 83º capitulo geral da Ordem dos Capuchinhos. O evento iniciou dia 27 de agosto e objetiva avaliar a caminhada dos últimos seis anos, e planejar ações e metas para os aproximados 11 mil frades que pertencem à Ordem.

O provincial dos freis Capuchinhos do RS, Álvaro Mores, e o definidor das comunicações, Cleonir Dalbosco, participam do evento, que elegeu Mauro Jöhri como novo Ministro geral.

José Gislon, da província de Santa Catarina e Paraná, foi eleito definidor geral da Ordem para o Brasil.

Cleonir Dalbosco comentou em entrevista à Rádio Alvorada que “a província gaúcha é a maior dentro da Ordem, com mais de 350 frades com as mais diversas ocupações missionárias, sociais e religiosas”.

Fonte: Departamento de Jornalismo - Rádio Alvorada Leia mais em: http://www.capuchinhosrs.org.br

9.9.06

Dom Aloísio Lorscheider recebe alta

O arcebispo emérito de Aparecida, Dom Aloísio Lorscheider, OFM, de 81 anos, recebeu alta no último dia 4 de setembro. Ele estava internado na UTI de um hospital particular, em Fortaleza, desde o dia 12 de agosto, depois de ter sentido dores no coração e problemas de infecção no estômago.

Quando estava se recuperando, apresentou novo problema, desta vez renal, e foi submetido a homodiálise. De acordo com o médico cirurgião e cardiologista, Glauco Lobo, o quadro ainda inspira cuidados e Dom Aloísio deve ficar em observação. Ele está hospedado na casa episcopal, residência do arcebispo de Fortaleza, Dom José Antônio Tosi.

O franciscano vive no Rio Grande do Sul. Veio à capital cearense para uma temporada de dois meses, que pretendia passar no seminário de filosofia da arquidiocese em Antônio Bezerra. Aqui, participaria de eventos religiosos.

O retorno estava marcado para o dia seis de outubro, dois dias antes do aniversário dele. Mas, segundo os médicos, não há previsão para viagens. Dom Aloísio Lorscheider, que esteve à frente da arquidiocese de Fortaleza por 22 anos, tem quatro pontes de safena e já foi submetido a quatro cirurgias no coração, uma delas para colocação de marca-passo.

Em Fortaleza, o então cardeal arcebispo incentivou as ações dos leigos. Era considerado progressista. Ao deixar o Ceará, assumiu a arquidiocese de Aparecida do Norte, em São Paulo.

Fonte: TV Diário - 04/09/2006

8.9.06

Capuchinhos têm novo Definitório e Vigário Geral


No dia 07 de setembro de 2006 os Capitulares elegeram o novo Definitório e o novo Vigário geral da Ordem que ficou assim constituído:


Ministro geral: fr. Mauro Jöhri (Província Suíça)

Vigário geral: fr. Felice Cangelosi (Província de Messina): CIMPCap


Definitório geral:

fr. Vicente C. Kiaziku (Vice-província de Angola): CONCAO – EACC
fr. John Antony (Província de Tamil Nadu): CCMSI – PACC
fr. Peter Rodgers (Província da Irlanda): CENOC
fr. Mark Schenk (Província de Mid-America, USA): NAPCC
fr. Carlos A. Novoa De Agustini (Província do Rio da Prata): CCA – CONCAM – CIC
fr. José Gislon (Província de Paraná-Sta. Catarina): CCB
fr. Jure Šarčević (Província de Croazia): CECOC


Fonte: Site oficial dos Capuchinhos - www.ofmcap.org

Frei Mauro Jöhri é eleito novo Ministro Geral dos Capuchinhos


Os Freis capuchinhos já têm Ministro Geral. Na manhã da segunda-feira (4), em Roma, os capitulares capuchinhos, escolheram o novo Ministro Geral para os próximos seis anos. O eleito foi o Frei Mauro Jöhri, de 59 anos, natural da Suíça. Frei Mauro sucede o canadense fr. John Corriveau, que guiou a Ordem nos últimos 12 anos. A assembléia conta com 174 capitulares que representam 11 mil capuchinhos de todo o mundo.

Em 1964 entrou na Ordem dos capuchinhos no então Comissariado de Lugano. Em 1980 obteve o doutorado na Faculdade de teologia de Lucerna. O provincial dos Freis capuchinhos no Rio Grande do Sul, Frei Álvaro Mores, que está em Roma participando do Capítulo Geral Mundial dos Capuchinhos disse que Frei Mauro é uma pessoa afável e dará atenção especial para os países do terceiro mundo.

Frei Álvaro Morés informou ainda que durante o Capítulo Geral Mundial dos Capuchinhos serão discutidas questões sobre as constituições e estatutos gerais da ordem que precisam de reformulações; a solidariedade dentro da ordem; a retomada da questão da economia fraterna; o acesso de todos os frades aos serviços da ordem e questões de linhas programáticas para os próximos seis anos.

O Capítulo Geral Mundial dos Capuchinhos prossegue até o dia 17 de setembro em Roma,na Itália.

Quem é Frei Mauro

Frei Mauro nasceu no dia 1º de setembro de 1947 em Bivio, na região Suíça dos Grigioni, razão que explica também o seu amor pela montanha e pelas escaladas. Ele domina quatro línguas: italiano, ladino, alemão e francês.

Em 1959 iniciou o ginásio em Faido (Ticino) e em 1964 entrou no Noviciado dos Capuchinhos. Freqüentou os primeiros anos de teologia no instituto da Ordem em Solothurn.

Após a ordenação sacerdotal em 1972, continuou os estudos nas Universidades de Friburgo (Suíça) e de Tübingen e depois na Faculdade de teologia em Lucerna. Em 1980 terminou os estudos teológicos com o doutorado junto à faculdade de teologia de Lucerna.

Tema de sua tese de doutorado foi a teologia da cruz na obra de Hans Urs von Balthasar. Após seu retorno à região meridional da Suíça, foi guardião no convento Madonna del Sasso perto de Lugano e trabalhou como professor de religião na escola local.

Por quatro anos foi presidente da comissão do plano pastoral da Conferência episcopal Suíça. Por 10 anos ensinou dogmática e teologia fundamental na Faculdade de teologia de Coira e por alguns anos, foi professor encarregado na Faculdade de teologia de Lugano.

Em 1989 os capuchinhos o elegeram Superior da Região da Suíça italiana e, em 1995, Ministro provincial da Província capuchinha da Suíça.

Durante o exercício deste cargo, foi também presidente da União dos superiores religiosos da Suíça. Terminado o período como provincial, continuou a formação permanente no Institut de formation humaine intégrale di Montreal, no Canadá. Em 2005, foi novamente eleito Ministro provincial dos Capuchinhos suíços.

Este período de serviço cessa antecipadamente, agora, porque, com a eleição ao supremo cargo na Ordem capuchinha internacional, fr Mauro Jöhri assumirá imediatamente a nova função na Cúria geral de Roma.

Fonte: Site CNBB / Celso Sgorla (Rádio São Francisco Sat)